[ Resenha ] Jogos Macabros . Você é capaz de jogar?

setembro 10, 2016


O único jeito de vencer o jogo é ser o último a permanecer vivo...

  Em um enredo arrepiante Stine volta a mostrar do que é capaz, uma simples brincadeira poderia ser fatal para quem não saber brincar, foi esse o meu pensamento ao ler Jogos Macabros, a aventura e adrenalina correu nas veias ao perceber que mesmo a protagonista sendo aquela típica mocinha em perigo, me coloquei no lugar dela, as reações e até mesmo a dúvida constante se aquilo era real ou não, foi posto a prova.
Jogos macabrosLivro: Jogos Macabros
Rua do Medo # 52 
Autor: R. L. Stine
Ano: 2016
Páginas: 280
Editora: Globo Livros
Sinopse: Conhecido mundialmente por seus livros de terror e suspense, com centenas de milhões de exemplares vendidos, R. L. Stine desponta no cenário da ficção juvenil pela genialidade na criação de enredos sinistros. O“Stephen King da literatura juvenil” ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo. Quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt. Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele. Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos. Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.

Alguém está querendo jogar, pensei. Jogos Macabros.

  Quando recebi o livro da Globo Alt, não tinha tantas expetativas em relação a ele, conhecia por cima a escrita do Stine e como gosto de Goosebumps entrei na onda de ler sem esperar aquele enorme espanto que procuro, afinal a leitura seria no minimo interessante.

“Rachel Martin, aluna do último ano do ensino médio da Shadyside High, morou na cidade a vida inteira. Ela não deveria ser ingênua em se aventurar com Brendan Fear indo a uma festa que vai varar a noite, na casa de veraneio da família dele, na ilha do Medo. Ela sabe que está correndo um risco ao se envolver com um Fear. Mas, às vezes, o romantismo atrapalha o bom senso.”

  Não foi surpresa ver a mocinha apaixonada se aventurar logo no desconhecido só pra se aproximar mais do garoto esquisito e bonitão da escola, confesso que já fiz essa burrada algumas vezes na época em que ainda era adolescente, então Rachel aceita ir em uma festa do jovem Brendan Fear, quem não resistiria a um nerd dando em cima de você? Eu sou apaixonada por nerds e esse senso macabro no personagem me fez gostar mais dele do que da Rachel.
   Mesmo contra os avisos de todos, ela decide que seria uma ótima ideia se isolar em uma casa perdida em uma ilha com pessoas que conhece tão pouco e um garoto com um vicio em jogos estranhos, seria uma pena se ele decidisse que para comemorar o seu aniversário seria perfeito jogar um jogo macabro.



“Rachel espera por um fim de semana perfeito. Mas ela está prestes a descobrir que a rua do Medo é onde moram seus piores pesadelos.”

   Confesso que eu amei a tensão que foi apresentada deste momento em diante, em que ponto chegaria uma brincadeira a ser perigosa de verdade? Perdidos em um mistério e assombrações cada um dos personagens vão morrendo, seria Brendan fazendo isso ou alguém mais que chegou a ilha logo depois?
  Quando o jogo para uma caçada era difícil imaginar quem estaria matando a todos, porque jogar com eles sendo que eram meros adolescentes? O que aconteceria se não conseguissem um barco? Presos com assassinos que tinham um único objetivo, caçar você.

"Assassinato não é um jogo."

   Vamos nos aventurar em uma trama em que é difícil distinguir o que é brincadeira e o que é real, usar pessoas e mexer com sentimentos e medos é algo completamente irracional, mas quem disse que assassinos se importam com isso? Stine soube mexer com nossos nervos do começo ao fim, fiquei imaginando a cada página quem seria o próximo a morrer, qual pessoa estaria fazendo isso? E o por que?
  Pode ser confuso eu te disser isso, mas me senti fascinada pelo jogo, a forma como acontecia te levava aqueles jogos de vídeo game, como se estivesse em The Walking Dead, viver ou morrer, correr ou se esconder, e como sou fã de suspense e terror acabei esquecendo completamente sobre o romance adolescente que ficou em segundo plano.
   Como falei no inicio Rachel me pareceu muito bobinha para uma protagonista, não que isso seja novidade, afinal todas ultimamente são assim, mas ela cresceu durante a história se mostrou uma garota inteligente que podia se virar sem nenhum garoto do lado, apenas com seu senso de sobrevivência poderia conseguir sair dali.

"Um já caiu. Falta mais um. Agora vou matar seu companheiro. Por que não? Ninguém vai me culpar."

  Stine mistura o sobrenatural com o real, a sensação de estar no jogo, naquela ilha perdida em meio a corpos e assassinos fez meu coração bater mais rápido, porque um palco seria armado para algo tão cruel e diabólico? Seria verdade que fantasmas também guardassem o lugar? Entre tantos mistérios podemos ver o que Brendan é realmente, fachadas caem e reais faces se apresentam, mas não se enganem ao julgar que o Fear é louco e o verdadeiro vilão, irão se surpreender com o rumo que tudo toma ao final da brincadeira.

"Ele é um Fear louco! Todos nós vamos morrer!"

   O livro é de uma trama leve, para quem não gosta de terror pesado esse é perfeito para iniciantes, tem aquele gostinho de suspense adolescente com uma maturidade na criação que te surpreende no final, aliás foi essa a minha reação, surpresa ao perceber que fui enganada desde o inicio, coisas que eu julguei antes caíram por terra o perceber o que estava por trás de tudo.

"Em filmes de terror, as vítimas sempre gritam e berram a plenos pulmões. Mas eu estava aprendendo rapidamente que o pânico é algo particular. Você não quer compartilhá-lo. Não quer que os outros saibam o quão aterrorizado você está."

   Este foi o primeiro exemplar recebido em parceria com a Globo Alt, terminei em dois dias com o decorrer da trama, o livro é de brochura com a capa em relevo no detalhe rasgado como apresentado na foto acima, eu que tenho problemas com letra pequenas não tive dificuldade com a fonte de tamanho médio, existem algumas quotes em cada início de capítulo, em vez de optar por colocar nomes, o autor escolheu frases que existiam naquela parte para deixar o leitor curioso pra encontra, já dentro do livro temos uma fotografia em preto e branco da casa que estampa a capa, com pouco mais de 200 páginas você se perde na leitura entrando no meio da trama que já vem acompanhada com esse meio sobrenatural que mescla com a realidade.
  Agora te pergunto, você está disposto a jogar?
Xoxo

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